quarta-feira, 14 de maio de 2008

O que eu li hoje

À descoberta dos versos em palavras soltas

Da pintura, do silêncio

E do aroma da noite

Esculpimos em segredo

A vontade, a dança, o movimento...


Todavia mata-nos o ruído

O gelo, a aridez do medo

O negro e o veludo da luz

(espaço e tempo forçados em nós)


E o deserto nós o transformaremos...


O criaremos de novo com mãos de ferro

Limpas de incertezas neste Abril de mãos e olhos

Esplendor do futuro que tocamos

Cor-anil de tanta ventura e liberdade.


(Poema colectivo escrito por alunos da nossa Escola
no Estabelecimento Prisional Regional de Caldas da Rainha
em Abril de 2005)

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