quarta-feira, 28 de maio de 2008

Este sábado...

...o Festival de Tango de Lisboa...
...a orquestra...

...a milonga na Voz do Operário...

...a lindíssima escadaria...

...e nós...

...uma certa borboleta feliz...
...e nós...
...e... qual é coisa qual é ela?...

...

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Votem no meu selo!



Os CTT tiveram esta ideia genial há já algum tempo... a ver se se recuperava algum prazer nas cartas (manuscritas, bem entendido). Eu já tinha mandado fazer dois, aqui e aqui...que gastei rapidamente...porque ainda pertenço àquele grupo de pessoas encantadas com o cheiro dos papéis e canetas e tintas e carimbos e ...selos!
Desta vez os CTT propõem que votemos num selo preferido. Este encaixa-se nos Direitos dos Animais... Como as pessoas, também eles têm direito à liberdade e, já agora, a serem felizes.
O selo mais votado terá o privilégio de ser integrado nas emissões filatélicas dos CTT de 2009, uma honra!
Se quiserem votar no meu selo, é só clicar...
aqui

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Bom-Fim-De-Semana


Esperemos que este fim-de-semana, seja óptimo para todos... Cá para nós já começou... E está a correr super bem...
Ass: Koala; Borboleta; Janeca; Ferreira e Silv@...

Hoje... (variações)


quarta-feira, 14 de maio de 2008

E ainda...


...OBRIGADA aos professores Paula e David.

O que eu li hoje

À descoberta dos versos em palavras soltas

Da pintura, do silêncio

E do aroma da noite

Esculpimos em segredo

A vontade, a dança, o movimento...


Todavia mata-nos o ruído

O gelo, a aridez do medo

O negro e o veludo da luz

(espaço e tempo forçados em nós)


E o deserto nós o transformaremos...


O criaremos de novo com mãos de ferro

Limpas de incertezas neste Abril de mãos e olhos

Esplendor do futuro que tocamos

Cor-anil de tanta ventura e liberdade.


(Poema colectivo escrito por alunos da nossa Escola
no Estabelecimento Prisional Regional de Caldas da Rainha
em Abril de 2005)

sábado, 10 de maio de 2008

Hoje é dia de se ser salvo por um poema, todo feito de aceitação e acordo...

Fui feliz porque não pedi coisa nenhuma,
Nem procurei achar nada,
Nem achei que houvesse mais explicação
Que a palavra explicação não ter sentido nenhum.

Não desejei senão estar ao sol ou à chuva -
Ao sol quando havia sol
E à chuva quando estava chovendo
(E nunca a outra coisa),
Sentir calor e frio e vento,
E não ir mais longe.

(Alberto Caeiro)

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Longe dos dias tristes e cinzentos

Longe dos dias tristes e cinzentos,

O Centro de Artes passeia pelo seu jardim.

Esculturas, pinturas e até fotografia,

Do Barroco ao Modernismo uma riqueza sem fim!

Passo a passo pelas escadas de madeira,

Com cuidado… para não tropeçar na trepadeira!

Agitação e alegria, muita cor nos seus eventos,

Proporciona aos visitantes muitos e belos momentos!

Não perca tempo, vá lá confirmar!

Vai ver que não minto e irá adorar!

Trabalhadores carrancudos por lá não avistarão,

Só pessoas dedicadas e com a arte no coração!

Ana Mendes

(elaborado no âmbito de um trabalho sobre o Centro de Artes das Caldas da Rainha)

Parabéns, Ana!

domingo, 4 de maio de 2008

Para todas as mães...

Pequeno Poema

Quando eu nasci,
ficou tudo como estava.

Nem homens cortaram veias,
nem o Sol escureceu,
nem houve Estrelas a mais...
Somente,
esquecida das dores,
a minha Mãe sorriu e agradeceu.

Quando eu nasci,
não houve nada de novo
senão eu.

As nuvens não se espantaram,
não enlouqueceu ninguém...

Pra que o dia fosse enorme,
bastava
toda a ternura que olhava
nos olhos de minha Mãe...

Sebastião da Gama


Mãe

Mãe: Que desgraça na vida aconteceu,
Que ficaste insensível e gelada?
Que todo o teu perfil se endureceu
Numa linha severa e desenhada?

Como as estátuas, que são gente nossa
Cansada de palavras e ternura,
Assim tu me pareces no teu leito.
Presença cinzelada em pedra dura,
Que não tem coração dentro do peito.

Chamo aos gritos por ti - não me respondes
Beijo-te as mãos e o rosto - sinto frio.
Ou és outra, ou me enganas, ou te escondes
Por detrás do terror deste vazio.

Mãe: Abre os olhos ao menos, diz que sim!
Diz que me vês ainda, que me queres.
Que és a eterna mulher entre as mulheres.
Que nem a morte te afastou de mim!

Miguel Torga